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18 de ago. de 2011

BALANÇO GERAL: Semana 1 - demolição

A cada semana pretendo escrever um balanço do ocorrido. No post pretendo contar o que aconteceu, relatar problemas e o que aprendi nesse período. Vamos lá:

Na semana 1, que teve início no dia 10/08 e acabou ontem, o forte foi a quebradeira. Valentinos ao chão!

Demolição é sempre beeem complicado né? Mas correu tudo bem. O principal é proteger tudo o que se pode proteger. Eu cobri tudo com sacos de lixo e utilizei muita fita adesiva pra isso. Usei os armários da cozinha que vão embora pra guardar alguns objetos e os móveis eu atolei nos quartos e cobri para a poeira não penetrar. E uma ideia legal que encontrei foi de isolar as portas dos quartos para que a poeira não entre pelas frestas.

Das coisas que aprendi:

:: Muito cuidado na hora de alugar caçambas. Empresas honestas são cadastradas na prefeitura e têm espaço específico e registrado para jogar os entulhos. Caso contrário, se forem multadas, você pode responder solidariamente. Desconfie daquelas que cobram abaixo de 100 reais. Sim, não é nada barato alugar uma caçamba, principalmente as legais!

:: Outro cuidado com a caçamba: sempre é bom ter um lugar para depositar os entulhos antes de efetivamente colocar na caçamba estacionada na rua. Motivo: vizinhos folgados aparecem de todos os cantos e compartilham, na maior cara dura, os entulhos deles com os seus... Separando os entulhos previamente você agenda um dia para a caçamba chegar e, rapidamente, abarrota a dita cuja por que se não a vizinhança se apossa dela... É, vai entender o ser humano...

:: Antes da demolição eu distribui entre os vizinhos um pano de chão para cada um colocar em frente da sua porta, pois a poeira do transporte de entulhos poderia invadir o apartamento alheio. Acho essa uma dica interessante, pois, mais uma vez, denota uma preocupação com o espaço do outro e, embora não resolva os problemas de uma reforma em condomínios, explicita algumas intenções e minimiza outras...

:: Não se iluda, os vizinhos sempre reclamam, mesmo aqueles que apoiam incondicionalmente a sua reforma. O barulho é muito cansativo e constante, não tem como negar que vai atrapalhar. E outra, a combinação “vizinho reforma apartamento + eu não posso reformar o meu” sempre dá um resultado explosivo.

:: Por fim, combinar com os pedreiros a limpeza diária (mesmo que superficial) é meio caminho andado.

Valor:

Caçamba: $$

14 de ago. de 2011

Notícias do front

Demolição não é fácil... Parece ridículo, mas dessa vez, na terapia, eu trabalhei esse processo de desconstrução. Pra mim é muito complicado destruir e construir novamente. Eu sou linear, sou metódico, sou das coisas retas, sou do objeto no seu lugar, sabe? Sei que isso é ser super careta, mas é a maneira que eu me encontrei quando dei por mim na minha vida.
Mudança! Essa é outra palavra que me abala as estruturas. Mudar de casa, de apartamento, pra mim é uma dor física, de verdade. Da última vez que me mudei, há três anos, eu fui pra cama, com febre e vomitei durante a noite. Lembro do cheiro do apartamento quando me mudei. Sabe aquele cheiro que não é seu, aquele cheiro que você não se reconhece? Eu sofro muito com essas coisas...
Tá, mas e daí? Por que mudar? Por que reformar? Vocês devem estar se perguntando... E eu respondo:
Mudanças ocorrem dentro da gente. Reformas precisam ocorrer dentro da gente. Afora os clichês eu posso dizer que pensar nossas fraquezas e assumi-las é um processo bacana pra nos surpreendermos com a gente mesmo. Quando se enfrenta esse processo de descontruir para encontrar o melhor não tem como, mesmo tudo dando errado, piorar... É isso que eu tô tentando...
O bacana é que, dessa vez, eu tô super bem com a reforma. A poeira, a surpresa do cano aparente, o buraco sem ralo, o cinza do cimento e a terracota do tijolo não me assustaram tanto. Eu to feliz por ter a oportunidade de criar um novo espaço de conforto pra mim. É, essa zona de conforto não me larga, é só nisso que sei viver... Mas me permitir alterá-la, para ficar ainda mais confortável, foi um avanço, sem dúvida...
Tem uma música do Gilberto Gil, que fala sobre as rupturas do amor, do grão que tem que morrer pra germinar. É Drão. A letra dessa "parábola do amor" é linda e fala um pouco, mesmo que não explicitamente, do que tô sentindo agora: dessa necessidade de destruir para construir, de terminar para recomeçar, de pensar que é o fim para se encontrar um caminho que é só recomeço.

10 de ago. de 2011

Imagens da guerra...

Tinha prometido pra mim mesmo que nem ia aparecer por lá, mas não aguentei. Fui lá tirar umas fotinhas da demolição. Ao que eu encontrei (para ver as fotos ouvindo, clique aqui):

Em cima: Valentinos ao chão!
Embaixo: Cozinha pelada e o Vietnã que se formou a minha sala.