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28 de set. de 2011

BALANÇO GERAL: Semana 7: "De prazer, levantou poeira..."

Nunca aprendi tanto quanto essa semana. Foi um exercício de paciência contínua... Morar em um lugar bagunçado, pra mim que, se pudesse, teria agendado hora e local para nascer, é mais que um sacrifício: é uma dor quase física.  Não dá pra explicar a felicidade de se achar um cortador de unhas em uma caixa onde deveriam estar os produtos de limpeza... É muito amor nesse encontro.

A verdade é que eu nunca soube conviver com a poeira e com as coisas fora de seu lugar e isso me tira do prumo. Aliás, nem vamos falar em prumada, que me lembra a aventura como síndico... Caso me encontrem grisalho e com os sapatos empoeirados, eu não envelheci e nem caminhei a pé por uma estrada de terra... eu moro num apartamento que é pura poeira, nada mais...

Mas voltando ao que aprendi, eu queria dizer que nesse exercício de conviver com a poeira e a bagunça, a gente vai percebendo que podemos ser nós mesmos (organizado, metódico e tal) mesmo estando no meio da confusão e  que abstrair um pouco dessas coisas nos faz evoluir mais do que em dois anos de terapia. Fato! É preciso encarar a vida de uma maneira mais leve, rir um pouco da tragédia. Eu fiz isso e pedia pra todo mundo que ia entrar no apartamento pra limpar o pé!

Depois, nessa semana, aprendi a separar o joio do trigo com relação aos vizinhos. Algumas pessoas esperam de você aquilo que elas não te dariam por motivo algum. Outras, parecem não te dar absolutamente nada, mas lhe conferem respeito, o que é mais do que meio caminho andado. Parece filosófico, e é. O que é uma poeira na sola de seu sapato quando se estabelece uma relação verdadeira com as pessoas, não?

O aprendizado mais simples foi o que eu já tinha ouvido muito antes de iniciar a reforma. Como aquele aluno que lê sobre o assunto, assiste às aulas, faz trabalho sobre, mas só vai se dar conta de que aquilo é verdade no estágio, eu pude comprovar que o tempo para pedreiros e todos esses profissionais da reforma é algo muito mais abstrato do que ele de fato o é para nós, humanos normais... As frases "até amanhã fica pronto", "amanhã a tarde termino isso", "já está acabando" e "falta pouco para terminar" tem um significado para nós, mas na cabeça deles é algo em torno de "blá, blá, blá, wiskas sachê".

Mas vamos aos avanços, que é preciso fazer um balanço:

O piso da cozinha foi assentado até onde deu. Na segunda (espero!) chegam as caixas que faltam e a varanda receberá o revestimento. As bancadas da cozinha foram todas assentadas. Ficou muito bom, de verdade!
A bancada do banheiro foi assentada e o resultado ficou melhor do que eu esperava. O Silas arrematou o revestimento e, como sempre, o trabalho ficou perfeito. Os spots do banheiro foram colocados. Agora é possível criar "três" ambientes no meu minúsculo banheiro, rs: há iluminação no box, sobre o espelho e centralizada. Ficou mara!

Nunca imaginei que o banheirinho fosse ficar tão bom e útil. Aquilo que seria um "apêndice" acabou se tornando a salvação da lavoura. A vista dos tijolos de vidro por dentro ficou bem bacana. Resultado: o banheiro ficou bonito, arejado e bem iluminado.
Essas fotos foram tiradas no domingo. De lá pra cá, embora sejam poucos, houve alguns avanços. Até sexta devo colocar novas fotos.

21 de set. de 2011

BALANÇO GERAL: Semana 6: Muito barulho por nada...

Lembram das promessas de "até quarta"? Pois é, nenhuma foi cumprida. De balanço que temos para essa semana só o que segue:

Entenda o que está acontecendo na obra ouvindo... (clique na imagem)
Eu voltei ontem pra casa e estou tendo que viver com três quartos atulhados de coisas (malas, caixas, material e, acreditem, entulhos) um tanque, um chuveiro e um vaso sanitário. É o que temos para o momento.

Ai você me pergunta: "mas nada andou?". E eu te respondo: "Sim, colocaram a bancada no banheiro e nada mais!!!". Veja:

Falta a cuba, a torneira... falta tudo ainda!

31 de ago. de 2011

BALANÇO GERAL: Semana 3: Espera tartaruga!!!


Gente, tô achando tudo tão lento, mas tão lento... Que nem sei o que falo. Silas já falou que tá atrasado dois dias, mas todo dia é isso de dois dias... Acho que é pra eu ir somando e ver o que eu faço com o resultado.

Bem no balanço da semana, ou seja, na marolinha dessa terceira semana, podemos dizer que:

1- Arranjamos um problema para o prédio inteiro;
2- Os tijolinhos de vidro subiram;
3- A parte elétrica terminou (espero);
4- A parte hidráulica, pelo menos a que não esbarra na prumada, já está concluída;
5- O marco da porta da cozinha que dá pra sala já está colocado;
6- As paredes foram todas rebocadas;
7- E o contrapiso do DCE já está pronto.

Dizer que eu estou feliz cantando "Cara caramba, cara, cara ô", não estou, né? Mas também não estou tão triste assim, que não possa ver que as coisas estão ficando, ao menos, bem feitas:


Tijolinhos na parede; marco da cozinha e azulejo da cozinha subindo; contrapiso do DCE e o problema da prumada na cozinha (esse eu amo!).
Nem precisa me perguntar como tá a novela da prumada. A reunião seria hoje, mas jacaré foi? Não, só eu fui... Temos segunda chamada para sexta. Vamos ver no que dá!

2 de ago. de 2011

Das coisas que aprendi...

:: Tiro, soco e correria ::


É chegada a hora. Fechei com um empreiteiro esse final de semana e no dia 10, semana que vem, começam as obras. Tudo bem que o relógio e o calendário desse pessoal da construção civil não é muito igual aos dos seres humanos, mas a previsão é essa...
Bem, esse foi um processo cauteloso. Eu não queria fechar com o primeiro profissional que aparecesse. Primeiro porque eu quero fazer uma reforma que melhore a aparência do meu apê e não o contrário e depois, uma reforma como a que eu vou começar demanda gastos consideráveis... Logo quando eu comecei a pensar na reforma, tinha também idealizado um gasto. Na minha cabeça era algo em torno disso: $$. Eu percebi, em uma rápida análise do mercado, que o valor inicial que tinha pensado era, para as cifras que corriam na praça, isso: $. Suspirei fundo, revirei os fundos de todas as gavetas e refiz o meu valor para a reforma. Resumo da ópera: os valores apresentados pelos profissionais superaram os valores por mim pensados. Não sei bem onde isso tudo vai parar, mas agora tenho uma previsão calcada em planilhas de excel que - eu não me iludo! - vai aumentar, mas pelo menos eu tenho parâmetros.
Eu queria um profissional que suportasse todas as minhas manias, os meus gostos e minha insistência nos detalhes. O Sr. Antonio, conhecido pela alcunha de Paxá, foi o escolhido. O preço foi bem salgado, mas ele se mostrou bem bacana, pelo menos até agora.
De lição eu deixo os seguintes itens:

1- Procurar orçamentos de pessoas cujo trabalho já é conhecido e isso inclui visitar trabalhos feitos pelos profissionais;
2- Antes de valores, acertar bem o que vai ser feito: primeiro a proposta de trabalho, depois o orçamento;
3- Nem sempre o mais barato é o melhor. "Ah não diga?", mas essa máxima tem que nos acompanhar sempre, porque os preços baixos são cantos de sereia, acredite...
4- Analisar bem o contrato;
5- Escrever um papelzinho e colar na testa: "Eu sei que vai ser mais caro que isso, não adianta mentir!". Obras sempre guardam surpresas...

Estou levantando acampamento, buscando outro teto para me proteger da poeira e de mim mesmo.

:: A novela das basculantes ::

Meu pai tem uma máxima que é "nunca deixar o rabo pra ninguém pisar". Eu sei lá da onde ele tirou isso, mas eu sigo à risca. Não dou o meu direito para ninguém, da mesma forma que não sou espaçoso a ponto de atropelar o direito dos outros.

Dentre as reformas necessárias do meu apartamento está a troca das basculantes do banheiro social e da cozinha. Já disse isso aqui. A grande questão é que essas janelas dão para o lado de fora do prédio, ou seja, estão na fachada (mesmo que lateral). Qualquer mudança brusca pode comprometer a fachada e isso é ilegal, veja no Código Civil de 2002:

"Art. 1.336. São deveres do condômino:
[...] 
III - não alterar a forma e a cor da fachada, das partes e esquadrias externas..."

A doutrina, por sua vez, afirma que:

"O que se proíbe no artigo 1336, III, do CC/2002 é a alteração nociva e capaz de deteriorar o perfil originário da fachada e não propriamente inovações modernizantes ou úteis aos moradores [...] Tem-se admitido pequenas alterações nas fachadas e seu aproveitamento para colocação, nas janelas e sacadas, de grades ou redes de proteção, persianas ou venezianas de material diferente (esquadrias de alumínio) do utilizado no restante da fachada, principalmente quando, com o passar do tempo, o material originariamente utilizado não mais existe no mercado, ou se torna obsoleto" (GONÇALVES, 2007).

A jurisprudência é um caos e não apresenta consenso. Portanto eu tomei as seguintes precauções antes de partir para a quebração:

1- Convoquei os moradores do prédio para uma reunião;
2- Apresentei a situação, colhi as opiniões, colocamos em votação e foi decidido pela maioria que eu poderia fazer a troca das janelas desde que respeitadas as condições estabelecidas na reunião, ou seja, a forma será mantida e o material terá cor semelhante, para que não se altere a fachada lateral do condomínio.
3- Registrei a ata dessa reunião.

As normas que regem os condomínios não obrigam o registro das atas de assembleias em cartório. Mas é recomendável o registro das atas consideradas importantes para tornar pública e permitir que terceiros conheçam a decisão da assembleia.
Isso me redime de algum problema futuro? Não, mas mostra que eu me preocupo com a opinião dos outros e que não saio mudando as coisas assim a Deus dará. Algum condômino pode encrespar e me levar em juízo. Isso se arrastará por anos e só a cabeça do juíz decidirá essa sentença...

E não é que, mesmo a contragosto, a minha vizinha assinou a ata?

Quem quiser ler mais sobre o assunto, recomendo:

FRANCO, J. N. Condomínio. São Paulo: Revista dos Tribunais, 2005 

GONÇALVES, C. R. Direito civil brasileiro. São Paulo: Saraiva, 2007. v. 5.

12 de jul. de 2011

Tocando em frente...

Bem, o caminho é "longo, árduo e pedregoso". Todo mundo já me disse isso. Mas ninguém me falou que era díficil também encontrá-lo. Tipo que as pessoas marcam que vão te retornar com o orçamento no dia tal e meses depois te ligam pra dizer que eles não esqueceram de você e que vão te ligar no dia tal e... É sempre assim? Tô esperando desde semana passada a proposta de uma empreiteira que não chega e o telefonema de outra que também não veio... É, o mundo é muito estranho. Meu pai sempre diz que pedreiros são complicados: pensam que entendem de tudo, põem defeito no serviço de outros, cobram caro e tão sempre pobres... Mas nunca mencionou o problema de comunicação.
Bem, enquanto isso, a pendência das janelas da cozinha e do banheiro já está quase resolvida. A assembleia do condomínio aprovou a mudança... Quer dizer, nem todo mundo, né? Agora faltam uns trâmites legais de assinaturas e registros de ata. Isso não me isenta de problemas a longo prazo, mas me redime de alguns e demonstra a minha preocupação de não atrapalhar ninguém lá no prédio. Quero ver quando começar o quebra-quebra. Tiro, corre-corre, gritaria...
A Lílian, minha arquiteta, está revendo o projeto pela décima vez. Refazendo a paginação do revestimento da cozinha que mudou e alguns detalhes que eu sempre mudo mesmo, não tem jeito. Eu desenhei um "projeto" de nicho para o banheiro e tô colhendo opinião sobre colocar madeira de demolição no piso do banheiro. Quando eu voltar eu falo sobre a reforma do banheiro e das dependências de empregada.
Encontrei esses dias um site muito bacana que vende uns posters (AllPosters). Tô pensando em criar alguma coisa relacionada a propagandas antigas pra colocar na cozinha. Os preços são bem acessíveis e dá pra pensar muita coisa legal com as imagens. Deem uma olhada aí e qualquer dica me falem!

2 de jul. de 2011

Passo a passo

Lendo a Revista Casa e Construção desse mês, encontrei uma reportagem bem interessante que, de certa forma, me ajudou bastante a ter uma noção de como será a minha reforma a partir de agora.

Lembrem-se que a primeira parte da reforma lá de casa foi feita sem muito compromisso, era um espaço só, em que a mudança de piso era a única grande questão. O gesso (tanto dos nichos quanto do teto) era mais acabamento e, nesse caso, é mais fácil, porque depende do gosto de cada um... Nessa época não me preocupei muito com o cronograma da obra, quais materiais comprar e quando comprá-los. Os materiais se resumiam, basicamente, em: piso, material para assentá-lo, placas de gesso, massa corrida e tinta.

Agora vai ser diferente e eu preciso concatenar tudo direitinho para que não haja atrasos além daqueles que já existem em toda reforma. É aí que entra a reportagem que li essa semana. De autoria de Patrícia Julien, entitulada Renovação aos 30, ela apresenta 6 etapas para a obra (que trago adptadas para esse post):

1ª etapa: Demolição. Retiram-se os revestimentos, inclusive contrapisos, demolição das paredes e encanamentos hidráulicos e elétricos antigos (se for o caso);

2ª etapa: Reconstrução elétrica e hidráulica. Adicionam-se novos pontos de luz e a parte hidráulica é reformulada conforme a necessidade.

3ª etapa: Reconstrução dos contrapisos, instalação de gesso, reboco e reparação das paredes para pintura.

4ª etapa: Instalação de novos revestimentos. Primeiro os de cerâmica, depois os de madeira. Instalação de portas.

5ª etapa: Acabamento de rejuntes e pinturas, aplicação de resina no piso (se for o caso), instalação de louças, metais, bancadas, luminárias, interruptores, boxe, espelhos e texturas decorativas.

6ª etapa: Instalação de marcenaria, retoques de pintura e instalação de eletrodomésticos.

Tudo parece tão tranquilo, né? Dá gosto de ler, mas de viver... sei não... Mas de qualquer forma essa reportagem me dá um certo conforto em relação ao que vou enfrentar. Embora eu espere contratar uma empreiteira para cuidar de tudo, e imagino que vou pagar um preço mais alto por isso, gosto de estar por dentro dos acontecimentos. Afinal, essa reforma pode ser mais divertida do que eu imagino...

Depois escrevo sobre as revistas que leio e ponho os links aqui para quem se interessar.