6 de nov de 2011

Enchendo a parede de vida

Não sei se por hábito, mas nunca tive muitos quadros nas paredes de casa. Meus pais também nunca tiveram, a não ser um rosto do Charlin Chaplin na parede do quarto do meu irmão até bem pouco tempo e os trabalhos de arraiolo da minha mãe. Deve ser por isso que o primeiro quadro que "produzi" para esse apartamento meu foi o de uma imagem de Tempos Modernos. Acho que essa é a informação que ele carrega: o elo com um único quadro que tínhamos em Virgínia. Deem uma olhada nele:

Esse quadro quem fez fui eu. Eu encontrei a foto no Google (acreditem!), a Bia Teixeira trabalhou a imagem, melhorou a resolução e me levou até um moldureiro de bairro. Ficou muito barato na época, tipo 100 reais.
Há tempos venho colhendo algumas fotos nos álbum de família para por em prática uma ideia, até bem comum nessas revistas de decoração/arquitetura: quadros com molduras diferentes disputam uma parede branca. Mas tinha que ter informação a mais, senão, que graça teria?

Fui então que comecei a procurar fotos para todos os lados. Encontrei primeiro a foto de meus avós paternos no dia do casamento deles. Vô Niquinho e Vó Anita juntos! Essa é uma estória longa, mas só nessa fotografia eu pude vê-los, pela primeira vez, juntos e felizes. Vó Anita que se achava feia, além de linda, está elegante... Já meu avô... Nem sei, era mais bonito quando o conheci, já velhinho... Ele tinha uma sensibilidade que não cabia nessa foto:


Vó Anita e Vô Niquinho. Ela, a personalidade mais forte que já conheci. Ele a pessoa mais sã e consciente do mundo.
Depois encontrei uma fotografia dos meus avós maternos. Vô Zezé e Vó Lola juntos em Aparecida do Norte. A menina de laço na cabeça é minha mãe. O carro não era deles, era cenário...

Vô Zezé e Vó Lola. Ele, o mais brincalhão e ela, o maior amor do mundo...
Não encontrei foto dos meus pais, jovens ainda, juntos que desse pra emoldurar. Eles são avessos à fotografia. Minha mãe então... A fotografia da minha mãe ainda não ficou pronta, mas eu os colocarei um ao lado do outro, que é a única maneira que os conheço: um sempre companheiro do outro, uma cumplicidade que mil negativos não conseguiriam revelar. É a união mais bonita que tenho notícia.

Meu pai, entre 15 e 18 anos...
Depois, procurei fotos dos meus irmãos quando criança. É como quero vê-los sempre... Quando a gente cresce as diferenças começam a aparecer e não são fáceis de lidar. Não é inimizade, longe disso! É diferença somente... Assim, meninos ainda, eles podem brincar na minha parede:
Bruno

Gustavo

Carlos
A minha foto é a que mais gosto, porque eu gosto muito de mim... Hoje, mais que antes, mas isso é outra estória que não cabe aqui e agora... Mas sou feliz por me ver pequeno, no jardim da casa da Vó Anita, quando nada, nem ninguém, me tirava a tranquilidade... É assim que quero me ver na parede... É essa imagem que quero levar todo dia comigo:


Eu!
A foto da Ana Luisa, minha sobrinha, é só mais uma entre todas as que tenho dela em casa. Ver seu sorriso me livra dos momentos ruins, me alegra o dia e me faz confiar mais na vida. Ela no carrossel, brinca comigo diariamente:

Ana Luisa
Todo mundo junto ficou assim:
Depois falo o trabalho para colocar tudo na parede. Não foi fácil. Assim que chegarem os dois quadros faltantes eu mostro o resultado definitivo.
Coloquei uns espelhos entre as fotos, que é para quem vier me visitar se ver entre as fotos e se sentir da família. Basta dar um sorriso...

As molduras foram feitas na Moldura Minuto, que fica no Shopping Boulevard. Já tinha conhecido essa loja em pesquisas pela Internet e fiquei muito feliz ao saber que em agosto eles abririam uma loja aqui em BH. As molduras ficam prontas no mesmo dia e o pessoal de lá é muito bacana. O preço não é o mais barato, mas o resultado é bem legal.

Os espelhos eu comprei em Tiradentes, em junho desse ano. Eles não foram caros, mas não foram baratos. Mas além de bonitos, brincam com a moldura também, correspondendo ao efeito que queria com os quadros.

Em outra parede, coloquei um quadro pintado por Ana Flávia Carvalho, uma amiga/irmã que tenho (rs). Foi um presente lindo que encheu as paredes da sala de cor e vida, muita vida:

Flores na jarra (por Ana Flávia Carvalho)
Quem quiser o contato dela é só deixar o email nos comentários.

10 comentários:

  1. Maravilhoso!!! Parabéns Pessoa, de mto bom gosto e cheio de significados.
    Alguns comentários que eu não poderia passar:
    Vi a Ana Teresa na sua avó Anita, como se parecem!! Plumer no tio Zezé...Os olhos do seu pai... inconfundíveis até hj! Parece uma colagem dos olhos dele hj em um retrato antigo... Gustavo que me perdoe, mas a falta de cabelos já estava anunciada desde pequeno! rs Que crianças mais lindas!!!

    Gabi

    ResponderExcluir
  2. Valeu Gabi!
    Realmente minha tia se parece muito com minha avó. Acho que herdei tb os olhos do meu pai, rs...
    Que bom que gostou!

    ResponderExcluir
  3. Que fofo tudo isso, Leandro.. compartilhar de sua intimidade assim!! Corajoso! E tá ficando lindo o seu lar, pelo que vemos!!! é isso aí... acho que isso é abençoar o lar da gente: com cada coisinha boa e linda que a gente deixa entrar.

    um dia desses começo a mostrar pedacinhos do meu cantinho..rsrsrsrs

    Marília

    ResponderExcluir
  4. Sua família é mesmo linda! Vale a pena ter um cantinho assim em casa, cheio de vida, de conforto, de referências... Amei!
    Cá pra nós, desde pequeno você já era metido hein? Olha essa cara de "já vem alguém querendo uma imagem minha"! Rsrs...
    Bj,
    Cris

    ResponderExcluir
  5. Lindos demais, você e sua família!!!
    A pintura também ficou muito charmosa.
    Abraço,
    Larissa.

    ResponderExcluir
  6. Olha a Cristina, maléfica!!! Ele já sabia que faria sucesso, né?
    Larissa

    ResponderExcluir
  7. Marília, aqui não é nada. No outro blog me expunha mais, rs... Mas o exercício é esse mesmo... Que bom que gostou. Aguardo fotos!!!

    ResponderExcluir
  8. Cris, quem disse que sou exibido? kkkk
    Larissa, me defenda!!!

    ResponderExcluir
  9. Tá ficando linda a parede de fotinhas...

    ResponderExcluir